Mulheres criativas: deixa que elas respondem

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Mulheres criativas: deixa que elas respondem

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Deixa eu perguntar uma coisa rapidão: no seu cotidiano de trabalho ou de estudo, quantas mulheres incríveis, criativas e eficazes você conhece?

Estava em uma conversa com amigos sobre o espaço feminino no mercado de trabalho, sobre ainda existir muita falta de respeito e de confiança. Então fui fazer uma pesquisa e achei um dado interessante: em 2016, 44% das vagas do mercado eram ocupadas por mulheres. Em uma primeira lida rápida, você pode até pensar “Uau! Que massa. Quase a metade das vagas.”, mas espera. Pensa um bocado: quantas mulheres você vê ocupando cargos de liderança, de chefia e cargos que geralmente são de homens? Ainda são quase a metade? Acho que não, hein?

Eu tenho a sorte de trabalhar em um ambiente repleto de mulheres. Maravilhosas, por sinal. Na empresa que trabalho, todos os cargos de gerência são ocupados por elAs. Isso é bacana demais. Porém, o que me fez ter uma conversa com amigos sobre esse assunto – como citei lá em cima no início desse nosso bate-papo, foi uma situação não tão legal que aconteceu comigo e que lembro ter acontecido mais algumas vezes.

Já trabalhei com conteúdo, design e hoje trabalho com estratégia. Mais ou menos recentemente (existe isso?) falei para o meu chefe que tenho muita vontade de trabalhar com atendimento também. Desde que confessei isso a ele, tenho ido a mais reuniões semanalmente. De uns tempos para cá, quase toda reunião ele deixa que eu conduza, deixa que eu fale bastante e tudo mais. E algo que aconteceu algumas vezes e fez com que eu ficasse reflexiva, foi: depois de eu ter apresentado ideias, estratégias e soluções, o ouvinte teve alguma dúvida (de coisas técnicas mesmo que acabei de falar) e preferiu perguntar ao meu chefe. Homem. Que estava ao meu lado. Sim, isso depois de eu falar bastante e apresentar tudo. Isso não aconteceu só em reunião e já houve situações parecidas também. Pensei: será que é por eu ser mulher? Será que é por eu ser nova?

Se for por um ou outro motivo, ou até pelos dois, é uma situação chata. Ter o conhecimento colocado à prova porque sou mulher e/ou jovem é algo que prova como o espaço da mulher no mercado, independente do número de vagas ocupadas, ainda é pequeno.

Eu trabalho em um ambiente com muito respeito, com pessoas bem interessantes. Então quando alguma situação dessas acontece, eu recebo a palavra novamente para responder com meus conhecimentos e experiências, além de ser complementada se precisar. Mas têm muitas garotas que não possuem uma posição de trabalho que as permitem isso, nem mesmo companheiros de equipe que as apoiem.

Para que a gente possa evitar mais e mais acontecimentos como esse, tenho algumas dicas: vamos ter mais respeito, vamos saber ouvir e vamos parar com essa competitividade negativa. Essas dicas são para homens e mulheres. Sim. Mulheres também. Acontece muito essa competitividade negativa entre mulheres, uma querendo diminuir a outra, quando na verdade deveriam se unir. #EndGirlHate

Então, olha… se você está de frente para uma mulher criativa e eficiente e quer saber algo, olhe para ela.
Pergunte. Para. Ela.

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