Os Desafios de Trabalhar Como Freelancer

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Os Desafios de Trabalhar Como Freelancer

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Estava conversando com uma amiga sobre os desafios de trabalhar como freelancer, alguns benefícios, dificuldades e tudo mais. Como nunca trabalhei exclusivamente assim, apenas fiz alguns trabalhos em paralelo ao meu emprego, resolvi conversar com algumas pessoas que hoje trabalham somente com freelas. Fiz perguntas que acredito estar na mente de quem tem vontade de ser freelancer, mas tem aquele medinho básico. Então vamos lá!

Conversei com:

  • Elaine Quinderé, 26 anos, jornalista e especialista em Marketing Digital.
  • Won Vasconcelos, 29 anos,  designer – atua com projetos gráficos, marca, mobiliário, produto, digital e ilustração.
  • Sibele Castro, 23 anos, designer digital freelancer e fotógrafa entusiasta.

 

Perguntinhas:

1- Qual o maior desafio de trabalhar como freelancer?

Elaine: “O grande desafio é fazer com que entendam a real necessidade do marketing digital, do design, mídia online, etc. Além de entender a real necessidade e importância, também é uma grande dificuldade fazer com que os clientes entendam o valor que pagam. Freelancer quer dizer que é um profissional mais livre, mas não quer dizer que ele seja de graça. Tanto é difícil fazer com que as pessoas entendam que você é quem faz tudo, como explicar o porquê do valor que elas pagam. Quando é uma agência de publicidade, tudo bem: existe uma equipe, um local, com contas a pagar e funcionários que devem receber todo mês. “Se você faz tudo sozinha e em casa, por que eu deveria pagar um valor tão alto?”
Formalizar o trabalho também é muito difícil. Muitas empresas não querem qualquer tipo de formalização e isso acaba prejudicando (unicamente e apenas) o prestador de serviço, que acaba não recebendo pelo serviço… Como já aconteceu comigo diversas vezes.”

Won: “Conquistar clientes e empresas de grande porte.”

Sibele: “Os desafios de ser um freelancer começam desde o momento que você decide fazer isso porque, além da liberdade, do autoconhecimento e tudo de bom que pode vir disto, temos que lidar com um ponto decisivo: a incerteza de que sempre haverá projetos a fazer e dinheiro por vir. Afinal, quem não gosta de saber que todo mês vai cair  aquela quantia certinha na sua conta? É essencial aprender a conviver com isso e se planejar a longo prazo. Mas se você pensar bem… só o termo “freelancer” é algo novo, a prática é bem mais antiga.”

2- Como você faz para organizar seu tempo?

Elaine: “É um desafio diário. Eu sempre fiz freela, mas sempre foi quando eu trabalhava em empresas ou agências, então eu já tinha o hábito de chegar em casa e fazer as demandas porque no dia seguinte eu não poderia fazer nada até que acabasse o meu expediente.
Então, tem que ter disciplina, tem que ter rotina e, por mais que você esteja fazendo freela porque aprecia o seu tempo livre, é essencial que o profissional defina a hora certa de trabalhar.”

Won: “Acordo cedo, durmo tarde, e não descanso até a hora de dormir.
Tento organizar os trabalhos dando prioridades a alguns clientes. Denomino clientes classes A, B, C, a maioria dos meus clientes são C, alguns B e raríssimos A.”

Sibele: “Sei que gerenciamento de tempo pode ser muito complicado para algumas pessoas, acho que isso se deve ao excesso de poder que temos sobre o próprio trabalho, o que pode acabar nos iludindo um pouco. Pessoalmente acho bem legal conseguir ter esse controle, sabe? Apesar de poder fazer meus próprios horários mais dinamicamente, sou um tanto tradicional enquanto a isso, gosto de manter um horário fixo de trabalho, assim me condiciono e consigo focar melhor dentro das horas que delimito pra isso. Isso funciona pra mim, mas acho que a grande vantagem aqui é você conseguir se descobrir e encontrar a forma que melhor funciona pra você.”

3 – Qual ambiente de trabalho você acha que te ajuda a render mais e ser mais produtivo? Uma empresa ou em casa?

Elaine: “Eu já trabalhei em todos os tipos de ambientes e pra mim não tem um melhor ou pior. Empresa/agência tem o benefício da equipe, que podem se engajar no teu projeto e te ajudar a bolar uma campanha massa. Mas também tem o pró de conviver com outras pessoas, lidar com outras pessoas, a dispersão por conta da amizade que se forma.
Em casa, eu trabalho sozinha, é muito mais fácil me concentrar em algo, mas também é tão fácil quanto eu me dispersar e dar uma pausa no job pra ver um seriado no sofá da sala. Não tem a figura do chefe, mas se você não se ligar de ser o próprio chefe, a coisa toda desanda.
Enfim, são muitas nuances e tudo tem seus prós e seus contras.”

Won: “Prefiro uma empresa, loja, ambiente externo.”

Sibele: “Pra mim é bem importante estar em um ambiente de trabalho, ter uma rotina ajustada é quase como um ritual que me ajuda a comunicar pro meu corpo que é hora de trabalhar. Outro ponto muito importante pra mim é a relação interpessoal, como humanos que somos, estar com pessoas bacanas ao seu redor é tão importante quanto ter um computador que funcione. Quando se trabalha em áreas criativas, ter essa troca diária de experiências e informações é essencial para que você acabe não se fechando no seu mundinho, afinal, todo mundo tem sempre algo a ensinar e diferentes perspectivas que podem ajudar a ver e fazer seu trabalho melhor.”

4 – Que dicas você daria para alguém que quer trabalhar por conta própria nesta área de comunicação (publicidade, design e afins)?

Elaine: “A dica pra trabalhar sozinho, como freela, é a mesma que eu daria para alguém que quer trabalhar em agência. Por mais que os percalços sejam diferentes, ainda assim você tem que ter persistência e tem que ser resiliente.
A vida de um freelancer é tão difícil quanto a vida de um trabalhador CLT. Ela é tão instável quanto e vir para esse mundo com a ilusão de que é muito mais fácil porque você faz o seu próprio horário, pode ser um tiro no pé. Então, tem que ser persistente sempre. Não ceder ao cliente e nem à preguiça, sempre primar pelo trabalho de qualidade. E tem que ser resiliente porque clientes vão e vem, você é o chefe, analista, financeiro e comercial do negócio, então coisas irão dar errado… E apesar de tudo, é o seu trabalho, você não pode se deixar desmotivar pelas dificuldades.”

Won: “O retorno é demorado, a maioria dos clientes chora pelo valor do trabalho, mas é importante não desistir e tentar conseguir mais projetos e parcerias.”

Sibele: “Acho que antes de tudo, você deve tirar um tempo para se conhecer melhor e descobrir se esse é realmente seu estilo de trabalho, já que você deixa de ser um funcionário com uma função específica e se torna também um administrador, um gerente de marketing, um atendente e tudo mais que vier a ser necessário. No mais, é ter em mente que se você der o melhor de si em qualquer trabalho que fizer, com certeza colherá ótimos frutos! Então a dica é… Faça um bom trabalho!”

 


Conversei também com algumas pessoas de outras áreas, que passam por desafios semelhantes. Matheus Coutinho, 24, que é Engenheiro Ambiental e Sanitarista, ressaltou que ter autonomia para organizar seus horários é um dos maiores benefícios de trabalhar como freela e que “ser freelancer te dá uma liberdade e um desafio diário”.

Como toda profissão da vida, vamos aprendendo aos poucos e pegando marra mesmo, Matheus ainda deu a dica de que é importante “ir com calma, um projeto por vez, começando pequeno para evoluir com o tempo”.


 

Se você quiser encontrar esses profissionais, clique no nome deles e entre em contato. Saiba mais:

Elaine Quinderé: Tenho 26 anos, sou jornalista pela Unifor e especialista em Marketing Digital pela Faculdade Farias Brito. Descobri o marketing digital na época que ele levava a alcunha de “Assessoria Online”. Comecei a trabalhar daí, com blogs, twitter e parcerias com portais famosos da época. Quando comecei a trabalhar com mídia online, os anúncios e serviços do Google sequer existiam e, por isso, me foquei em trazer resultados por meio do conteúdo.

Também tenho experiência com Planejamento, Gerenciamento de Crise e Cobertura de Eventos. Estou há 8 anos no mercado e já trabalhei em agências, departamentos de marketing e no Governo do Estado do Ceará.

Won Vasconcelos:  Designer, atuo com projetos gráficos, marca, mobiliário, produto, digital e ilustração.

Sibele Castro: Oi, oi! Sou a Sibele, designer digital freelancer e fotógrafa entusiasta que adora falar sobre as belezas da vida e viagens. Minha jornada pelo mundo criativo começou em Fortaleza (Bacharelado em Sistemas e Mídias Digitais – UFC), passou pela Inglaterra (BHs Digital Media – University of Portsmouth) e está a desbravar cada vez mais novos territórios e desafios dessa área cheia de novidades.

 

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